Já se sentiu miúda, pequena demais para todas os olhares, que te fritam em cada rua? Já andou entre qualquer multidão e sentiu que estava entre gigantes, e você era apenas uma pequena anã perto do mundo? Uma qualquer refugiada dentro de si própria, prendendo-se de crescer, prendendo-se de superar, de agir e de lutar?! Enquanto eles choram e gritam, é sobre você que caem os pesos. E seus gritos, suas lágrimas para eles não são nem um pouco da profundidade do oceano das dores do mundo de gigantes.
Afinal, quero permitir-me crescer, quero permitir-me superar todas as feridas que eu não quero cicatrizar… Não quero deixar o tempo levar todas as pessoas que não podem me proteger. Não quero simplesmente amadurecer; quero necessitar de um abraço para me proteger do mundo, preciso do guarda chuva, dos pés do gigante para não deixar que eu seja esmagada por qualquer um que não me veja. Eu preciso ser feliz, preciso abusar dessa dosagem. Só queria sentir por longo prazo o que é se permitir sorrir por sinceridade. Permitir-se deixar as lágrimas rolarem. Talvez, eu nunca tenha tido o conceito da “felicidade”. É minha certeza mais incerta, minha dúvida mais absoluta. Preciso do que para ser feliz? Eu, Ele? Quem? Devo permitir-me arriscar? E se eu for capaz, aonde? Certa vez, uma garota das palavras sábias me disse:






