Post da Leitora: Permanente

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Acho que eu nunca vou entender como é que foi que comecei a sentir sua falta, quando eu ainda nem sabia o que era sentir falta de alguém. Nunca vou entender o momento exato em que eu decidi te querer tão bem, tão bonito, tão único… Talvez, um dia, a vida encontre explicação. Acredito que certas pessoas já estão predestinadas a estar em nosso caminho, de alguma forma e por algum motivo. Dizem que é destino, mas não sei bem, nunca fui do tipo de pessoa que encontra explicação nas escolhas da vida.

Talvez, se não fosse por você, eu não seria eu. Talvez, se não fosse por mim, você não seria você… Que bobagem, você seria você, apesar de tudo e todos. Você sempre vai ser você! Com seu ego enorme, seus erros tremendos, sua teimosia diária, seus dramas e exageros. Se você não existisse, com toda essa sua (im)perfeição, alguém teria que inventar. Eu é que não ia querer viver sem te conhecer! Já percebi que é mais fácil falar dos seus erros, porque texto algum seria tão grande perto das suas qualidades. Você é assim, gigante de alma e coração. Leonino perfeito, sem tirar nem pôr. Sei que você nem acredita mais nessas bobeiras, mas deixa eu te contar? De vez em quando, olho seu horóscopo só pra saber como vai ser o seu dia. Justo, né? Afinal, dependendo de como for o seu dia, eu vou ter que dar uma pausadinha no meu pra arrumar o seu.

Tudo é tão diferente agora! Se fosse há alguns anos, esse provavelmente seria o décimo texto qualquer que eu escreveria pra você. Mas hoje não, hoje eu fiz o que não fazia há meses… Hoje eu escrevi pra matar a saudade de quem nunca deixou de fazer falta. Por falar em fazer falta, é engraçado como existem pessoas que todos os dias são lembradas. Sem querer, no meio de um suspiro ou outro, aparecem no pensamento, sem pretensão alguma, só como uma necessidade do coração de lembrar aquilo que nunca vai poder esquecer.

Mesmo que eu já não escreva todos os dias, não tem um dia que eu não me pergunte se você está conseguindo ser feliz. Não tem um só dia que eu não pense o quanto você é especial e como eu adoraria que você soubesse disso. O quanto significaria te ter de volta e nunca mais te perder de vista! Talvez por te conhecer tão bem, talvez por gostar tanto de você. Talvez por você ser você, apesar de tudo e por causa de tudo. E, talvez, eu te ame mais que ontem e menos que amanhã.

 

É bom ouvir a sua voz, espero que você esteja bem… E, caso você esteja se perguntando, eu estou sozinha aqui essa noite. Perdida nesse momento, e o tempo continua passando. Se eu pudesse ter apenas um pedido, pediria pra ter você ao meu lado. Eu sinto sua falta, eu preciso de você! E eu te amo mais do que jamais amei. Se hoje eu não vir o seu rosto, nada mudou, ninguém pode tomar o seu lugar. Fica mais difícil a cada dia! Diz que você me ama mais do que jamais amou… Me desculpa por ser dessa maneira, mas eu estou voltando pra casa. Eu vou voltar e, se você me pedir, eu vou ficar. Eu tento viver sem você, mas as lágrimas caem dos meus olhos. Estou sozinha e me sinto vazia! Eu estou dilacerada por dentro. Olho para as estrelas esperando que você faça o mesmo, de alguma forma me sinto mais perto de você. E posso ouvir você dizer: “Eu sinto sua falta, eu preciso de você”. Se você me pedir, eu vou ficar. Vou ficar pra sempre! Eu nunca quero perder você. E, se eu tivesse que escolher, ainda assim seria você. Então fica, fica pra sempre! Você é a única pessoa que me segura, você é a minha força, meu coração vai parar sem você. Então, se você pedir, eu vou ficar… Sempre.

 

 

Texto escrito ao som da música Stay, da Miley Cyrus, em homenagem ao meu ídolo (e da Renata) Christian Chávez.

bru endo

 

Bruna Endo tem 20 anos e mora na cidade de São Paulo! Futura advogada, gasta seu tempo livre escrevendo sem parar em portais, blogs e qualquer bloco de notas aberto. Apaixonada por idiomas, cachorros e tecnologia.

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Carta para o meu único amor

carta-

1967. Seu cheiro e suas palavras parecem impregnados no corpo daquela ruiva. Depois de quase duas décadas, seu cheiro ainda persegue os meus dias e meus beijos absurdos de bares sujos. Até sua risada está naquela cadeira vazia do bar.

Os meus demônios se misturam com os seus… Ficou tanto de você que não sei o quanto levou de mim quando partiu. Nossas promessas se tornam lembranças perdidas naquele parque que costumávamos nos sentar toda manhã, onde agora minhas lágrimas e meus braços encolhidos embaixo do peito tentam segurar a solidão que é não sentir o seu perfume adocicado se misturar com o cheiro fresco da chuva da madrugada.

Desculpa pela fraqueza de dizer que eu estava indo bem, e chorar com a falta do sorriso da minha garota. Das coxas mais lindas que já vi enroscadas nas minhas todas as manhãs. Dos planos e da lista de supermercado que não consigo apagar. Ainda é 1975 e parece que a vida parou naquela noite.

Eu não pude nem te olhar nos olhos pela última vez e dizer que queria roubar as tristeza deles. Não tive a chance de lavar sua alma com mais amor do que dor, de arrancar o seu sorriso pra guardar no bolso e levar sempre comigo.

E sobre a ruiva… Eu não queria, amor. Sinto que te traí, faltava um dia pro nosso dia… Mas ela tinha o seu perfume e, por um momento, ela não parecia ter cabelos avermelhados… Parecia apenas a minha pequena morena dos olhos negros.

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Amor, ausência e lembranças

amor, ausência e lembranças

Parece que aqui dentro de mim você nunca existiu. Hoje o seu sobrenome parece um conjunto qualquer de nomes de um alguém que passou e traçou minha vida. Não vou negar… É a pior sensação de todas. Aquela sensação que me faz parar e perguntar “Caramba, o que foi isso?!”

Tentei buscar refúgio nas lembranças que você deixou e me afoguei nas suas palavras, mas só doeu mais. Em você dói tanto quanto em mim pensar que um dia amamos assim? Por que você se faz ausência, quando o que mais deveríamos ser é presença? Nos tornamos distância. Precisávamos de tempo, tempo pra amar… O tempo não cura. Cura vem com compreensão. Cura vem quando dois perdoam palavras, perdoam as cicatrizes que fizeram. Por que tornamos o nosso amor tão errado, tão errante? Tornamos o nosso amor um viciado em desistir… Um viciado em ser fraco.

Você me entregou de mãos beijadas ao vento e deixou que eu voasse por aí. Que eu respirasse em outro pescoço, convivesse com outra mágoa, beijasse outra boca mais compreensiva, arrepiasse com outro toque. Sentisse as batidas do coração de outro peito. Então foi feito ventania experimentar outra pele, outro beijo, outro amor. Feito ventania você passa e feito ventania você some, sem vestígios. Apenas nostalgia. Nostalgia de tudo que fomos e desapareceu.

Fomos expectativas bonitas. Onde está o amor que dizia sentir? Restaram apenas rastros seus nos meus sonhos, apenas a mágoa acumulada nos tantos perdões que você me pediu. Eu não quero morrer de amor, não nasci pra ser uma tragédia. Eu não gosto de superar, de ser forte. Cansa, desgasta. O sufoco só é bom quando é por amar demais, quando é por querer ser feliz!

Não me estranhe quando tocar meu corpo e sentir que tudo ficou oco, que eu fiquei vazia por dentro. Não pude permitir transbordar amor sozinha. Permiti que ele secasse, junto com você.

 

beijinhos

 
 
 

Livre de você… Até o dia seguinte

livre de voce

Silenciar. Sempre me descreveu melhor que qualquer palavra. Eu corria demais, calava a boca quando me mandavam e abaixava a cabeça quando me faziam chorar. Vivia em constante armadilha, caindo de desilusões em desilusões… Acreditando que esse caminho me levaria de volta a alguém, alguém que sabemos muito bem quem é.

Você deve ter me visto parada do outro lado da rua, com os olhos de quem pede perdão, por ter sido estúpida o suficiente pra te expulsar de mim de novo. Arrependimento, eu sei! Tão explosiva, cheia de momentos, nunca penso nas palavras que poderia ter guardado aqui dentro, nesse vulcão de pensamentos. Mas eu explodo, e te queimo junto com meus sentimentos. Consegue assistir, eu aqui, presa em sua armadilha? Conseguiu né? Me alertaram que era isso que você sempre quis. Você foi capaz de me prender novamente, mas tudo que eu imploro é que me solte. Como posso te querer tão longe e ao mesmo tempo te fazer tão essencial? Por que você faz que eu entre tanto em contradição comigo mesma?

Vivo dizendo que me libertei de você. Conto pra todo mundo que dessa vez foi pra valer, que meu coração está pronto pra mais uma pancada. Bebo, danço, faço as coisas que te prometi que jamais faria, beijo bocas desconhecidas e me sinto forte o bastante pra ser livre, livre de você… Até o dia seguinte. Aí meus pensamentos se afogam quando insistem nas nossas lembranças. Mas é só aparecer com o seu sorriso e seu jeito cafajeste pra todos dizerem “Eu nunca acreditei!”, pra perceber que nunca fui livre, fui só mais uma tola que quis se mostrar feliz, uma felicidade que nunca existiu sem você.

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