Aos corações confusos e partidos, com amor

aos corações partidos, com amor

Alguém deveria inventar um aplicativo pra celular que chama os bombeiros ao mesmo tempo em que você está numa ligação. Por que? Eu explico… Toda vez que a Ana me liga quase morro de ataque cardíaco. Não porque ela só se mete em confusão ou qualquer coisa do gênero, mas porque ela é simplesmente M-U-I-T-O dramática. Ela liga pedindo ajuda-pelo-amor-de-deus porque o pneu do carro furou como se isso fosse o fim do mundo e não existisse assistência ou seguro que atenda 24 horas, ela aparece na porta da sua casa 1 da manhã pedindo ajuda porque o cachorro dela se cortou cruzando uma cerca de arame farpado atrás de uma cachorra no cio, ela é do tipo que avisa pelo Facebook que está se mudando pro Rio de Janeiro pra fazer trabalho voluntário no “morro do alemão” porque na novela é muito digno. Resumindo a ópera: se drama tem um sinônimo, é Ana.

Estava dormindo e curtindo o tempo de sonho com o Johnny Depp que me restava antes de ter que acordar pra ir trabalhar no dia seguinte. Sem mentira, eram três horas da madrugada quando aquele alarme tocou loucamente! Digo alarme porque quando ela liga toca uma sirene de emergência, então eu e meu Johnny Depp onírico caímos da cama apavorados com aquela barulheira toda. Me preparei psicologicamente ao ver a foto dela na tela do celular e atendi.

A voz estridente do outro lado da linha começou a guinchar freneticamente no momento em que eu disse um “alô” bem mau humorado e, no meio da choradeira (ou gritaria, ficou meio difícil mesmo de diferenciar), eu não entendia nada do que a Ana falava. Começou a me bater um desespero porque aquela guria não se acalmava independente do que eu dizia e a única coisa que eu pensava era “ai minha nossa senhora, que ela não tenha saído da balada e atropelado um ciclista e nem tenha sido assaltada”! Foram 7 minutos de “se acalma que vai ficar tudo bem” – e devo acrescentar que vocês não fazem ideia do quanto é assustador ficar esse tempo (que nem parece muito) sem saber o que está acontecendo com a sua amiga do outro lado da linha telefônica. Entendi as palavras: “ele está indo embora”,  “simplesmente assim, largou tudo” e “foi pros Estados Unidos”.

Pera aí… Pausa por um momento e repita essa afirmação! Como é que é?! Ele vai embora?

Ler mais

Filme: Um Amor para toda a Vida (Closing the Ring)

um amor para toda a vida

“Em 1941, a bela Ethel Ann ganha os corações de três jovens amigos: Teddy, Jack e Chuck, mas só tem olhos para Teddy. Quando os garotos são chamados para a guerra, Teddy parte com a aliança de Ethel, uma promessa de amor eterno e um pacto com Chuck para que cuide dela caso ele não volte da guerra. Dois anos depois, Teddy morre em um acidente de avião e Chuck cumpre a promessa, casando-se com Ethel, que concebe uma filha e vive com o coração partido. Até que, em 1991, o passado dela vem à tona quando um garoto encontra a aliança com os nomes de Teddy e Ethel. Agora, ela precisa finalmente enfrentar o passado… Seja para encerrar sua vida, ou para começá-la novamente.”

 

Há alguns meses passei por uma TPM daquelas bem tensas, de ficar na frente da televisão comendo chocolate e chorando as pitangas. Como a miséria adora companhia, fui à locadora e disse: “Moça… Sabe aqueles filmes bem dramáticos, românticos e tristes? Quero várias recomendações! Nada de comédia romântica, quero dramas mesmo.” – e “Um Amor para toda a Vida” foi o primeiro que ela me indicou.

A narrativa conta a história de quatro amigos, três que serviram a força aérea americana durante a segunda guerra mundial e de alguma forma se viram apaixonados pela bela e delicada Ethel Ann, interpretada por ninguém menos que a querida Mischa Barton (quem lembra dela como Marissa em The OC?).

O filme começa em 1991 no funeral de um renomado veterano de guerra, quando a filha do falecido faz um discurso póstumo e recebe as condolências dos demais veteranos que vieram prestar respeito ao seu pai. Enquanto isso, a mãe, Ethel Ann, fuma na porta da igreja pensativa e somente seu amigo Jack parece capaz de entender o motivo do comportamento dela.

 

Ao mesmo tempo em que a família sofre com a perda de um ente querido, do outro lado do Atlântico, na Irlanda, o jovem Jimmy encontra uma aliança nos destroços de onde o famoso B17 – o avião guiado pelos três amigos – caiu sem explicações. Ele rapidamente decide que sua missão de vida é retornar este anel à sua dona e descobrir a história por trás daquele acidente.

Ler mais

Manual Prático da Depilação

Se alergia tivesse um segundo nome, ele seria Clarissa. Ao longo da minha vida, descobri que: não são todos os tipo de camarão que eu posso comer sem ficar com bolinhas vermelhas pelo corpo todo;  que por algum motivo mágico e inexplicável o meu segundo furo na orelha nunca me incomodou, mas o primeiro inflama por qualquer coisinha – principalmente com meus brincos preferidos, claro;  que cremes hidratantes com cheiro de pera, uva, maçã e salada mista me dão coceira; que picadas de mosquitos ou insetos em geral aterrorizam a minha vida, porque elas inflamam loucamente e mancham a minha pele se pegam sol (o que explica o fato de eu odiar o verão); e claro… Não podia faltar a minha alergia a quase todos os métodos depilatórios existentes. 

Não vou mentir pra vocês… Depilação sempre foi um drama na minha vida, desde a sobrancelha até a meia perna, por causa dessas minhas alergias inexplicáveis. Cera (quente, morna e fria) irrita a pele da minha perna, fico com coceiras se uso creme depilatório nas axilas, e lâminas enchem minha virilha de bolinhas (nome científico: foliculite), sem mencionar que os pelos encravam loucamente. Ou seja, terrorismo completo, certo?

Mas assim, isso não quer dizer que eu seja um macaco peludo, tá gente? Como toda mulher que se preze, eu aguento dores e peripécias sem descer do salto pra estar sempre linda-loira-e-online na balada. A vantagem disso tudo é que já experimentei os mais diversos tipos de depilação possíveis e imagináveis (exceto a egípcia e a laser, porque não sou rica ainda) e preparei pra vocês algumas dicas espertas pra que nenhum pelinho incômodo estrague o visual escultural de cada uma de nós, saindo do mar, naquele biquíni que custou três meses de economias.

 

Em primeiro lugar, como eu sempre digo, o caminho a tomar depende não só de onde você quer chegar, mas também do quanto você está disposta a sofrer e gastar no processo.

 

Os métodos mais conhecidos de depilação são: pinça (sim, já vou explicar), ceras (quente, morna e fria), cremes depilatórios, depilador elétrico, lâmina, egípcia e laser. Então, vamos por partes:

Ler mais

Bullying: Pequenas atitudes, grandes mudanças

Sabe quando chega aquele sábado, bem no final do semestre letivo da faculdade, em que você está mega cansada de estudar e só quer que saiam os resultados das matérias pra então pegar o carro e ir pra praia com os amigos curtir aquele descanso merecido? Aí, por capricho de São Pedro, apesar de ter feito um calor infernal acompanhado por um sol escaldante a semana inteira, quando você acorda na manhã do fim de semana está chovendo… E você decide ficar em casa assistindo TV.

Algo desse tipo aconteceu comigo não faz muito tempo e, enquanto eu curtia o meu mau humor de quando-meus-planos-saem-errado, fiquei passando os canais da Sky e vi que estava pra começar “One Tree Hill”, um seriado de drama. Li a sinopse e me pareceu meio draminha-adolescente-água-com-açúcar, mas o resumo trazia o título do episódio, e foi isso que me chamou atenção: “With Tired Eyes, Tired Minds and Tired Souls, We Slept” – algo como “com olhos cansados, mentes cansadas, almas cansadas, nós dormimos”.

Confesso que fiquei surpresa. Logo na abertura, o personagem principal faz uma reflexão que diz o seguinte: “Esta escuridão tem um nome? Essa crueldade, esse ódio… Como nos encontrou? Roubou uma entrada em nossas vidas ou nós que a procuramos e a abraçamos? O que aconteceu conosco, que agora mandamos nossos filhos pelo mundo da mesma forma como enviamos homens à guerra, esperando por seu retorno seguro, mas sabendo que alguns se perderão pelo caminho. Quando nós perdemos nosso caminho? Consumido pelas sombras, engolidos por esta escuridão… Ela tem um nome? É o seu nome?”.

Ler mais