Carta para o meu único amor

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1967. Seu cheiro e suas palavras parecem impregnados no corpo daquela ruiva. Depois de quase duas décadas, seu cheiro ainda persegue os meus dias e meus beijos absurdos de bares sujos. Até sua risada está naquela cadeira vazia do bar.

Os meus demônios se misturam com os seus… Ficou tanto de você que não sei o quanto levou de mim quando partiu. Nossas promessas se tornam lembranças perdidas naquele parque que costumávamos nos sentar toda manhã, onde agora minhas lágrimas e meus braços encolhidos embaixo do peito tentam segurar a solidão que é não sentir o seu perfume adocicado se misturar com o cheiro fresco da chuva da madrugada.

Desculpa pela fraqueza de dizer que eu estava indo bem, e chorar com a falta do sorriso da minha garota. Das coxas mais lindas que já vi enroscadas nas minhas todas as manhãs. Dos planos e da lista de supermercado que não consigo apagar. Ainda é 1975 e parece que a vida parou naquela noite.

Eu não pude nem te olhar nos olhos pela última vez e dizer que queria roubar as tristeza deles. Não tive a chance de lavar sua alma com mais amor do que dor, de arrancar o seu sorriso pra guardar no bolso e levar sempre comigo.

E sobre a ruiva… Eu não queria, amor. Sinto que te traí, faltava um dia pro nosso dia… Mas ela tinha o seu perfume e, por um momento, ela não parecia ter cabelos avermelhados… Parecia apenas a minha pequena morena dos olhos negros.

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Filme: Now is Good

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“Tessa é uma adolescente de 17 anos apaixonada pela vida. Diagnosticada com uma doença terminal, ela decide fazer bom uso de cada momento fazendo uma lista de coisas que uma adolescente normal iria experimentar. Com a ajuda de uma amiga, ela começa a pôr em prática os itens da lista e, enquanto seus pais e seu irmão lidam com o medo de perdê-la de suas próprias maneiras, Tessa passa a explorar um mundo novo e viver cada dia o mais intensamente possível. No entremeio, a garota se apaixona por Adam, seu novo vizinho, item que não estava na lista, mas que se prova a mais revigorante experiência de todas.”

“Viva cada momento. Ame cada minuto”

 

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Muita gente não gosta de ver filmes desse tipo, mas acho que vale muito a pena ver… É um tapa na cara. Faz a gente refletir, pensar na vida e repensar cada atitude, dar valor a cada momento – até mesmo o mais simples. Faz a gente ver a vida com outros olhos!

“Now is Good” é diferente de todos os filmes sobre câncer que já assisti. Não mostra o câncer de uma forma “bonita” e nem tenta mascarar a realidade, mostra a doença exatamente como ela é, mas uma menina que tenta encarar isso de forma positiva e tirar proveito de todos os momentos que ainda restam. Uma menina que aprende a dar valor a cada segundo, que vive plenamente da melhor forma que pode. Mas só o amor consegue fazer Tessa se sentir realmente viva! O amor chegando inesperadamente, mostrando que não adianta lutar contra ele porque, quando é verdadeiro, é mais forte que tudo. O medo dando lugar ao amor, o amor superando tudo, sem ser egoísta. O amor transformando a vida dos dois. A família tentando lidar com a doença, cada um de sua forma, e se reunindo aos poucos.

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Amor, ausência e lembranças

amor, ausência e lembranças

Parece que aqui dentro de mim você nunca existiu. Hoje o seu sobrenome parece um conjunto qualquer de nomes de um alguém que passou e traçou minha vida. Não vou negar… É a pior sensação de todas. Aquela sensação que me faz parar e perguntar “Caramba, o que foi isso?!”

Tentei buscar refúgio nas lembranças que você deixou e me afoguei nas suas palavras, mas só doeu mais. Em você dói tanto quanto em mim pensar que um dia amamos assim? Por que você se faz ausência, quando o que mais deveríamos ser é presença? Nos tornamos distância. Precisávamos de tempo, tempo pra amar… O tempo não cura. Cura vem com compreensão. Cura vem quando dois perdoam palavras, perdoam as cicatrizes que fizeram. Por que tornamos o nosso amor tão errado, tão errante? Tornamos o nosso amor um viciado em desistir… Um viciado em ser fraco.

Você me entregou de mãos beijadas ao vento e deixou que eu voasse por aí. Que eu respirasse em outro pescoço, convivesse com outra mágoa, beijasse outra boca mais compreensiva, arrepiasse com outro toque. Sentisse as batidas do coração de outro peito. Então foi feito ventania experimentar outra pele, outro beijo, outro amor. Feito ventania você passa e feito ventania você some, sem vestígios. Apenas nostalgia. Nostalgia de tudo que fomos e desapareceu.

Fomos expectativas bonitas. Onde está o amor que dizia sentir? Restaram apenas rastros seus nos meus sonhos, apenas a mágoa acumulada nos tantos perdões que você me pediu. Eu não quero morrer de amor, não nasci pra ser uma tragédia. Eu não gosto de superar, de ser forte. Cansa, desgasta. O sufoco só é bom quando é por amar demais, quando é por querer ser feliz!

Não me estranhe quando tocar meu corpo e sentir que tudo ficou oco, que eu fiquei vazia por dentro. Não pude permitir transbordar amor sozinha. Permiti que ele secasse, junto com você.

 

beijinhos

 
 
 

Filme: Holiday in Handcuffs

Holiday in Handcuffs

“Uma garçonete aspirante a artista, Trudie Chandler (Melissa Joan Hart) fica sem namorado logo antes das festas de fim de ano, e acaba raptando um belo estranho, David Martin (Mario Lopez), para apresentar à sua família como seu namorado. Enquanto David (quando se cansou de tentar fugir) simula ser o namorado perfeito, ele entra em contato com a sua verdadeira namorada e pede ajuda, sem imaginar que a magia do Natal unirá a todos. Filme criado e produzido pelo canal americano ABC Family, que exibe seriados como Pretty Little Liars e The Lying Game.

 

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Vi esse filme no Netflix e resolvi assistir, já que era uma das poucas comédias românticas que eu ainda não tinha visto na vida – e a única que ainda não tinha assistido por lá. Além disso, quando vi que era um filme pra TV e produzido por um canal que exibe seriados que eu gosto, fiquei super curiosa! Confesso que não esperava muito, mas acabei me surpreendendo, adorando e dando boas risadas.

 

“Holiday in Handcuffs” mostra que viver de aparências só traz coisas negativas, que você deve estar bem consigo mesmo e fazer o que gosta, estar ao lado de quem você gosta, e não perder tempo tentando agradar os outros. Mostra dois estranhos aprendendo a conviver, com o amor nascendo quando eles menos esperam e na hora que mais precisam… Um amor real e desajeitado, sem perfeição e com defeitos. E, principalmente, retrata as relações familiares de uma forma muito engraçada e divertida!

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