Livre de você… Até o dia seguinte

livre de voce

Silenciar. Sempre me descreveu melhor que qualquer palavra. Eu corria demais, calava a boca quando me mandavam e abaixava a cabeça quando me faziam chorar. Vivia em constante armadilha, caindo de desilusões em desilusões… Acreditando que esse caminho me levaria de volta a alguém, alguém que sabemos muito bem quem é.

Você deve ter me visto parada do outro lado da rua, com os olhos de quem pede perdão, por ter sido estúpida o suficiente pra te expulsar de mim de novo. Arrependimento, eu sei! Tão explosiva, cheia de momentos, nunca penso nas palavras que poderia ter guardado aqui dentro, nesse vulcão de pensamentos. Mas eu explodo, e te queimo junto com meus sentimentos. Consegue assistir, eu aqui, presa em sua armadilha? Conseguiu né? Me alertaram que era isso que você sempre quis. Você foi capaz de me prender novamente, mas tudo que eu imploro é que me solte. Como posso te querer tão longe e ao mesmo tempo te fazer tão essencial? Por que você faz que eu entre tanto em contradição comigo mesma?

Vivo dizendo que me libertei de você. Conto pra todo mundo que dessa vez foi pra valer, que meu coração está pronto pra mais uma pancada. Bebo, danço, faço as coisas que te prometi que jamais faria, beijo bocas desconhecidas e me sinto forte o bastante pra ser livre, livre de você… Até o dia seguinte. Aí meus pensamentos se afogam quando insistem nas nossas lembranças. Mas é só aparecer com o seu sorriso e seu jeito cafajeste pra todos dizerem “Eu nunca acreditei!”, pra perceber que nunca fui livre, fui só mais uma tola que quis se mostrar feliz, uma felicidade que nunca existiu sem você.

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Filme: Tão Forte e Tão Perto

filme tao forte e tao perto

Não sei como anda o tempo no resto do Brasil, mas aqui no sul o frio chegou abalando as estruturas. E nada melhor do que aquela sessão pipoca, né?! Esse fim de semana foi a vez do “Tão Forte e Tão Perto” (Extremely Loud & Incredibly Close), filme indicado ao Oscar.

 

“Oskar Schell (Thomas Horn) é uma criança excepcional: inventor amador, admirador da cultura francesa, pacifista. Aos 11 anos de idade, ele encontra uma misteriosa chave que pertencia a seu pai, que morreu no atentado às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2011, e embarca em uma jornada secreta pelas cinco regiões de Nova York. Enquanto vaga pela “Grande Maçã”, Oskar encontra pessoas de todos os tipos.”

“Esta não é uma história sobre uma tragédia, mas sobre a vida depois dela”

 

“Tão Forte e Tão Perto” conta a história de Oskar Schell, um garoto que tem uma certa dificuldade pra se relacionar com as pessoas, exceto com seu pai, de quem era muito próximo até o dia 11/09/2001, fatídica data em que as torres gêmeas de Nova York foram destruídas.

Thomas, interpretado por Tom Hanks, estava no World Trade Center e faleceu devido ao ataque terrorista, o que levou Oskar a desenvolver um certo pânico por aviões, elevadores, ônibus, metrôs, carros, balanços e uma série de coisas consideradas pelo garoto como “de alto risco pra acidentes”.

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Quem você pensa que é?

quem você pensa que é

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Não é justo. Você volta de repente querendo tomar um lugar que já não é mais seu, que você mesmo não quis mais. Volta fazendo as borboletas no estômago quererem se instalar aqui de novo, aquelas borboletas que eu lutei tanto tempo pra libertar. Quem você pensa que é?

Eu não posso mais dar nenhum passo até você, porque tudo que me espera é arrependimento. Você não sabe que não sou mais seu fantasma? Você perdeu o amor que eu mais amei. Aprendi a viver, metade viva, assim pelas metades. E agora você me quer de novo. Quem você pensa que é? Andando por aí deixando cicatrizes, colecionando um monte de corações e jogando fora, fazendo e quebrando promessas… Rasgando o amor ao meio.

Seu “te amo” não deveria valer mais nada depois de tantas noites não dormidas enchendo o travesseiro de lágrimas. Ainda me pergunto se algum dia foi de verdade, como teria sido se você tivesse enfrentado o que viesse pela frente com a cabeça erguida, se você não tivesse tanto medo do amor. Se não tivesse esse medo estúpido de sentir, de sonhar. Eu também não sabia lidar com tudo isso aqui dentro, mas nunca fugi dos meus sentimentos. Se você ao menos tivesse deixado que eu segurasse a sua mão e ficasse ao seu lado, eu seria capaz de passar por cima de todos os cacos que você deixou, mesmo com toda a dor. Mesmo sabendo que talvez, no final, você fugiria de novo e me deixaria em pedaços.

Eu me sentia mais forte junto a você, mas era tudo mentira. O que me fazia mais forte era aquela vontade louca de ser amada de volta, não você e muito menos o seu pseudo-amor. Eu só queria que você lutasse por mim, mas no fim do dia acabava lutando por mim mesma. Apesar de tudo, eu aprendi com você. Aprendi que não importa o quanto eu me esforce se não for recíproco, o amor não é construído de um lado só. Aprendi que as decepções fortalecem, que isso não é só um daqueles papos como tantos outros pra tentar fazer a gente se sentir melhor. Elas realmente fortalecem quando a dor vai embora.

Um dia você vai sentir que eu faço falta. E, bem lá no fundo, vai sentir amor. Mas vai ser tarde demais. Não vou mais me rastejar por alguém que só quer noites viradas, com copos cheios e corações vazios. Não vou mais curar sua solidão. Não volte pra mim! Quem você pensa que é? Eu era feliz antes de você chegar. E me tornei muito forte pra voltar pros seus braços mais uma vez. Agora você está de volta, mas não vai me ter de volta… Não mais.

 

 

Texto inspirado na música Jar of Hearts, da Christina Perri.

beijinhos

 
 

A felicidade irreal nas redes sociais

Você já se perguntou alguma vez porque todo mundo é tão feliz no Facebook ou porque algumas pessoas se expõem tanto no mundo virtual? Ultimamente me pergunto isso todos os dias. Já deixo claro que não tenho nada contra quem usa a rede social como meio de divulgação de tudo que faz na vida, até porque cada um é livre pra viver do jeito que achar melhor. O que preocupa mesmo é o quanto as relações acabam engessadas por causa de toda essa exposição, que às vezes chega a ser extrema.

Nem tudo é regra e nem tudo é exceção… Óbvio que tem gente que usa as redes sociais de forma saudável. Há quem diga que a internet destrói relacionamentos e, ainda mais, dizem que será causa do enfraquecimento das relações pessoais, mas eu não penso assim. Na verdade, a pergunta certa a se fazer é: você é resultado das redes sociais ou a sua rede social é resultado de quem você realmente é? Vai dizer que você não acha legal fazer aquela super viagem, alcançar uma grande conquista, realizar um sonho e dividir esses momentos tão marcantes nas redes sociais? Sim, é claro! O problema é que aí mora a linha tênue entre a exposição exagerada e o simples compartilhar de momentos bons, e é nessa hora que o bom senso de cada um faz toda a diferença.

Pode parecer bobagem, mas todo mundo conhece alguém que para a cada cinco minutos pra postar uma foto no Instagram, no Facebook e onde mais puder aparecer. E assim os momentos deixam de significar momentos e passam a ser só mais uma forma de mostrar pro mundo o quanto se é feliz, o quanto se pode gastar ou o quanto se está por dentro do que é novo, do que está na moda, do que chama atenção, e assim a vida acaba se tornando uma vitrine.

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