E se não parássemos por aqui?

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Um número de telefone, um interesse… Falam tanto de amor à primeira vista, mas mesmo com aquela sensação de “é ele”, eu nunca pensei que fosse chegar a esse ponto e que passaria da fase das borboletas no estômago. Todas as vezes que olho pro seu rosto, consigo pensar em mil motivos pra te amar, apesar de tudo. Quando vejo seu sorriso, lágrimas caem pelo meu rosto, é inevitável.

Tão dramático, tão inseguro de si e com tanta dor guardada aí dentro… Se eu pudesse, querido, arrancava toda essa dor e sentia por você. Pegava todas as suas inseguranças e mandava pro espaço. Se você apenas me permitisse, eu simplesmente pegava na sua mão todo dia e te lembrava de que você é forte e que poderíamos passar por qualquer coisa juntos. Admiro sua capacidade de levar os problemas com um sorriso no rosto, mesmo se lamentando às vezes e querendo chorar. Você é mais forte que imagina e sua força é o que me move, deveria te mover também. Agora que sou um pouco mais forte, descobri como esse mundo se torna frio e rompe completamente a minha alma, mas eu sei bem lá no fundo que eu posso ser a única. Só você não percebe o quanto você significa.

Lembra? Você me disse “nós temos a vida inteira pra isso”, e tudo que eu queria é que fosse verdade. Eu poderia passar todos os dias da minha vida te lembrando do quanto você é lindo, mesmo sabendo que no fim do dia você daria aquele sorriso debochado e diria que sou cega. Mesmo sabendo que você não acreditaria, eu tentaria todos os dias… Só pela sensação de te ver sorrir com aquela carinha. Se você soubesse o que se passa aqui dentro quando sorri de alegria, sorriria sempre.

Por cada momento, por cada sorriso, por cada lágrima, por cada mordida seguida de uma gargalhada, por cada briga, por cada “acho melhor a gente parar por aqui” e cada reconciliação, por cada carinho, por cada arrepio, por cada beijo, por cada drama, por cada despedida e cada recomeço, por cada obstáculo, por cada plano… Por cada abraço que me trouxe a paz que eu tinha perdido há muito tempo. Por todo o amor que você me deu nas entrelinhas.

As estações estão mudando, as ondas se quebrando e todas as estrelas caindo por nós. Os dias aumentam e as noites diminuem, mas eu posso te mostrar que sou a pessoa certa. Podem passar mil estações, mas eu vou continuar sendo sua. Nunca vou deixar você cair, vou enfrentar tudo com você pra sempre, vou estar lá pra você apesar de tudo. Porque eu estou aqui por você, por favor não vai embora, por favor, diz que vai ficar! Posso ser louca e ter essa intensidade que te assusta, mas sou loucamente apaixonada por você. Fica… O amor é sim o suficiente.

Lembra quantas vezes você me disse que se sente sozinho? Eu sempre estive aqui e, mesmo quando você não merecer, vou estar. E todas as vezes que você reclamou que sente falta de ser amado, amor… Hoje eu te digo que você é. Porque você é meu verdadeiro amor, é todo o meu coração, por favor não o jogue fora.

beijinhos

 
 

“Entre ele e elas”: O amor só depende de você

Todas as vezes que paramos e pensamos a respeito de relacionamentos, nos lembramos de alguém que já fez parte da metade do nosso coração. Fico às vezes pensando se tudo aquilo que queremos que aconteça de fato merecemos, e esse pensamento não é diferente quando se trata do amor. Tanto homens quanto mulheres almejam um(a) companheiro(a) que atenda os pré-requisitos que temos para um começo de relacionamento e, por justamente pensar dessa forma, imaginamos que de um dia para o outro aparecerá aquela pessoa que preenche todos os requisitos. E se essa pessoa não aparecer quando queremos?

Sabe, é nessas horas que é preciso rever se realmente estamos tendo as atitudes certas e coerentes. Vocês mulheres fazem total diferença na vida de um homem mas, para isso acontecer, valorizem a si mesmas e cuidem tanto do seu interior quanto do seu exterior, pois um homem de verdade olhará muito mais além de apenas uma roupa ou um rostinho bonito. Depois, comecem a perceber os homens que estão ao seu redor e o modo que cada um te trata. Muitas vezes você achará aqueles que apenas querem te agradar para terem algo contigo, então os ignore.

E como pode nascer um amor dessa forma? Do jeito mais simples e elaborado, de momentos inesperados, situações mágicas e até mesmo embaraçosas. As pessoas, às vezes, não precisam nem falar a mesma língua para que o amor nasça, basta um olhar ou um simples gesto que faça o seu dia ser melhor. O carinho na hora certa, o abraço, o beijo são formas primitivas e atuais de demonstrar amor, só que isso não quer dizer que você não possa ser criativo.

Faça carinho como se fosse o último ato de sua vida, abrace seu amor como quem depende disso para viver e beije como uma criança que ganha um presente mas, nunca esqueça, FAÇA POR MERECER. Não estrague um sentimento tão lindo e duradouro por uma diversão de 20 minutos, não brigue se não for por amor, não esqueça de mostrar o quanto aquele cara é importante na sua vida. E o mais importante: permita-se apaixonar-se sem pensar no que irá acontecer no futuro… Ame sem medo do amanhã!

 

Beijos, Cris

Cristian

 
 

Manual Prático do Vestibulando

As Casas Bahia já começaram sua exibição anual daquele hit natalino “Então é Natal” e as lojas estão apinhadas de gente fazendo compras, o que significa que mais um ano está encerrando. O sol vem rachando e abrindo alas pra mais um verão fantástico e, com ele, mais uma chance de estrear aquele seu biquíni. Mas sabe quem mais vem se aproximando rapidamente? Sim, são eles: os temidos vestibulares de verão.

Particularmente, tive uma experiência um tanto quanto traumática na época em que passei por isso, porque sou uma pessoa desesperada / preocupada / ansiosa por definição e por natureza. Durmo mal em véspera de provas, minhas mãos tremem antes de apresentações em público – e não é nem por eu não saber o que vou falar ou não saber a matéria da prova, mas eu sinto esse turbilhão de informações correndo pelos meus neurônios e acabo me confundindo completamente. Na época em que toquei teclado com uma banda, sempre tinha a impressão de que ia esquecer todo o repertório no momento em que as luzes brilhassem… E, minutos antes da minha entrevista pro estágio, eu achei que tinha parado de respirar.

A verdade é que eu imponho padrões muito altos pra mim mesma. Exijo demais, porque sei o quanto aquilo é importante, o quanto eu lutei e trabalhei por aquilo, e por alguns instantes me parece impossível manter a calma. Só depois da primeira frase da apresentação, depois que passa o primeiro refrão da música, depois de resolver a primeira questão da prova (e notar que a resposta que encontrei de fato consta no gabarito) que me vejo capaz de relaxar.

Sendo sincera, acho esse nosso sistema brasileiro de avaliação um tanto quanto injusto. Muitas vezes eu me senti como uma pessoa que tinha tanto pra mostrar, mas acabava sabotando a mim mesma por nervosismo ou por quaisquer razões adversas. Afinal de contas, se você pensar por um momento, o vestibular é uma prova, realizada em um dia da sua vida. E é bem nesse dia que você acorda com dor de garganta, com cólica, que o trânsito vai estar pior do que deveria, que você vai esquecer de colocar o despertador pra tocar, que qualquer coisa… Porque a lei de Murphy determina que: “as chances de as coisas darem errado são diretamente proporcionais à sua necessidade de que elas deem certo”.

Existem coisas que são realmente irremediáveis, porém algumas outras podem ser minimizadas ou até evitadas se tomados alguns cuidados. Confesso que já vi de tudo acontecer em dia de vestibular: quando eu era vestibulanda, lembro que um casal que estudava comigo ficou de amores no pátio e perdeu o horário da prova; e outra vez, quando eu já estava na faculdade (viu gente, todo mundo chega lá um dia!) e trabalhei de fiscal, teve um rapaz que foi desclassificado porque saiu da sala pra ir ao banheiro e, quando passaram o detector de metais, descobriram um Tamagotchi (sabe aquele bichinho virtual?) no bolso dele – e como sabemos, não é permitido o uso de nenhum tipo de equipamento eletrônico durante a prova.

Mas devo dizer que, de todas, a pior gafe da história da humanidade aconteceu esse ano, durante a prova do ENEM, quando alguns candidatos tiraram fotos dos cadernos de prova e postaram no Facebook. Gente, pelo amor de Deus, essa foto valeu a desclassificação? Valeu mais um ano de esforço e espera? Acho que não, hein… Existe vida além da sua Timeline e algumas prioridades (além do bom senso, que eu sempre cito em todos os meus posts) devem ser estabelecidas.

 

Vamos então ao “Manual Prático do Vestibulando”:

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Namoro: A Etiqueta do Término

Por muito tempo, tive em mente uma filosofia de vida muito simples e eficiente: “ex bom, é ex morto” – e fim da história. Esse negócio de ficar amiga de ex-namorado, de manter contato com o ex da amiga, de ficar com um sorriso no rosto ao esbarrar com o infeliz no aniversário de alguém e agir como se tudo fosse lindo e maravilhoso nunca fez parte do meu repertório.

Eu sempre tive esse dom incrível de nunca mais dar de cara com nenhuma pessoa com quem eu não quisesse mais conviver, mesmo que ela morasse na minha rua ou estudasse no mesmo lugar que eu. O problema foi quando eu me mudei pra uma cidade no norte de Santa Catarina que na época era tipo assim, um fim de mundo… Traduzindo: MUITO pequena.

Naquela época, no auge dos meus 15 anos e no auge das tão badaladas festinhas de 15 anos, não demorou muito pra que eu me enturmasse com uma galera legal e, claro, conhecesse AQUELE gato. Meninas, eu não vou mentir… Ele era o máximo! Lindo de morrer, romântico incorrigível, tímido de um jeito incrivelmente fofo. E o melhor: ele estava ME dando trela, ou seja, eu nem anotei a placa do caminhão que me atropelou… E, da noite pro dia, fui de garota popular e despreocupada pra tonta apaixonada.

O drama todo durou uns seis meses, e sinceramente é uma história da qual eu recordo com muito carinho. Primeiro porque foi meu primeiro “namorado” (e dizem que o primeiro amor a gente nunca esquece), mas principalmente porque ele foi muito… Eu ia dizer legal, mas legal é uma palavra meio sem graça, acho que “foi sempre muito honesto comigo” descreve melhor a essência do que anos tínhamos. Ficamos muito amigos logo de cara, daquele tipo meio insuportável que pode contar um com o outro pra tudo e, quando acabamos ficando juntos, éramos de um companheirismo sem igual. Mas nem tudo dura pra sempre, e nós dois não tivemos um “para sempre” no nosso “viveram felizes”.

Eu digo isso porque a coisa toda deu muito certo, quando poderia ter acabado muito errado. Chegou num ponto que nós dois percebemos que éramos muito mais amigos do que casal, conversamos – e foi uma conversa bem desconfortável porque né, essa desculpa do eu só te vejo como amigo é sempre estranha, mesmo quando é verdade – e acabamos terminando.

Terminamos sem lágrimas, sem escândalos e sem pratos voando na cabeça um do outro. Ficamos amigos por muitos anos, demos muitas risadas juntos, seguramos a barra um do outro por inúmeras outras vezes, mas eventualmente seguimos caminhos diferentes. E hoje eu estou aqui, ele está lá e apesar de sempre sorrirmos quando nos encontramos, não mantemos muito contato.

Quando a coisa termina em bons termos dos dois lados, não é muito difícil manter uma amizade ou pelo menos uma certa cordialidade. Mas todas nós sabemos que nem sempre é assim, e comigo não foi diferente… Eu escolhi bem meu primeiro namorado mas esculhambei comigo mesma por pelo menos os cinco anos que se seguiram, porque olha, me enrolei com cada traste! E aí, minha amiga, não era só prato que voava, era vaso, era livro e até o bichinho de pelúcia que ele me deu de dia dos namorados entrava na dança. Sejamos sinceras: se você tem um instinto de esfolar o cara no asfalto te corroendo por dentro e dá de cara com ele na festa de aniversário da sua melhor amiga, pode ser meio problemático.

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